O quinzenário Trevim, na sua Edição n.º 1570 de 18-09-2025 divulgou a seguinte notícia:
A Câmara da Lousã criticou uma manobra de fogo tático realizada no dia 17 de agosto, no âmbito do combate ao incêndio que começou três dias antes junto ao Candal e que consumiu mais de 3.000 hectares no concelho.
O presidente da autarquia, Luís Antunes, disse na última sessão pública do executivo, em 1 de setembro, que a ação foi “desnecessária e penalizadora no que respeita à área afetada” pelo fogo.
A medida de fogo tático, na cumeada entre a antiga estrada nacional 236, na zona da Fonte Fria, e o parque eólico, atingiu uma área dos Baldios do Candal, Cerdeira e Catarredor e também do Casal do Catarredor, abrangendo povoamentos florestais e zonas de nascentes dos lugares limítrofes.
Por seu lado, o Município da Lousã divulgou no Portal Institucional do Município a 3-09-2025 notícia onde refere:
A Câmara Municipal da Lousã manifestou desde o momento em que teve conhecimento a sua discordância relativamente à manobra de fogo tático realizada no passado dia 17 de agosto de 2025, no âmbito do Incêndio Rural que teve início na aldeia do Candal.
Desde que teve conhecimento da realização desta manobra, a Autarquia manifestou a sua oposição, nomeadamente pelo entendimento de que foi realizada numa zona onde não se justificava e em condições de risco acrescido — em pleno dia, com vento, temperatura e humidade desfavoráveis — potenciando projeções que vieram a ocorrer, obrigando ao empenhamento adicional de meios aéreos e terrestres, que assim não puderam corresponder a outras solicitações, assim como ao aumento considerável da área ardida e a diversas reativações que ocorreram nos dias seguintes.
Esta operação, realizada na cumeada entre a EN236 (zona da Fonte Fria) e o Parque Eólico – que afetou a área dos Baldios do Candal, Cerdeira e Catarredor e também do Casal do Catarredor - resultou na destruição de uma área estimada em cerca de 300 hectares, abrangendo povoamentos florestais e zonas de nascentes de extrema importância que abastecem os lugares limítrofes.
Face à gravidade da situação, a Câmara Municipal da Lousã irá solicitar formalmente a consulta da fita de tempo da ocorrência, de forma a apurar responsabilidades.
Paralelamente, será ponderado o eventual procedimento legal adequado.
Com esta tomada de posição pública, a Câmara Municipal da Lousã reafirma o seu compromisso em defender o território, os seus recursos naturais e as populações.
Fontes/Links:
https://www.trevim.pt/2025/09/18/camara-municipal-critica-manobra-de-fogo-tatico/
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