Recuperação florestal após tempestade Kristin tem prazos apertados
Depois de um primeiro despacho, publicado em abril, o Governo alargou o programa a mais quatro municípios, incluindo o da Lousã, que, embora passe a estar abrangido, enfrenta prazos apertados.
Numa reunião na Biblioteca Municipal, no dia 25 de junho, foi anunciado pela Câmara que os interessados tinham só até ao dia 30 para fazer um primeiro registo dos danos na Plataforma de Suporte de Emergências em Territórios, obrigatório para serem elegíveis.
Estavam em causa apoios para corte, remoção, transporte e processamento de material lenhoso, num máximo de 1.500 euros por hectare, consoante os danos.
Manuela Ferraz, técnica da Câmara Municipal, explicou que, quando for o dono a realizar os trabalhos, recebe a compensação correspondente, mantendo a propriedade da madeira.
Nos outros casos, a autarquia assume a intervenção, após publicação de edital.
A madeira é vendida e, se a receita superar os custos da operação, o proprietário pode receber a diferença. Mas, havendo prejuízo, nada recebe. Além dos prazos, vários dos presentes na reunião, a residir em áreas afetadas, questionaram se valeria a pena aderir ao programa, considerando que a eventual despesa associada aos trabalhos, complexos e em sítios de difícil acesso, deve ultrapassar o valor da madeira recolhida.
Embora sem dados confirmados, terão submetido o primeiro registo apenas cerca de 15 pessoas. O presidente da Câmara, Victor Carvalho, admitiu existirem limitações, mas afirmou que “o município não podia deixar fugir quase meio milhão de euros”.
No que respeita à autarquia, são elegíveis despesas para desobstrução e recuperação da rede viária florestal, criação de parques temporários para armazenamento de madeira, assim como ações de controlo fitossanitário.
Um apuramento inicial pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e pela Direção-Geral do Território, com base em imagens de satélite, identificou 342 hectares de área florestal com necessidade de intervenção, a que se juntam outras zonas entretanto sinalizadas por proprietários e Câmara.
Os trabalhos de responsabilidade municipal terão de ser apresentados numa candidatura, até 20 de julho, e estar concluídos até 30 de novembro.
Leia na íntegra a informação divulgada na edição do Jornal Trevim (ed.1591 de 9-07-2026).
Fontes/Links:
Edição n.º 1591 do Quinzenário Trevim, Pág 12.
Outros Links relacionados:
https://vaqueirinho1999.blogspot.com/p/25-06-2026-apreciacao-e-aprovacao-da.html
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