Árvores derrubadas pelas depressões de janeiro e fevereiro, nas imediações da Aldeia do Vaqueirinho
Muitos dos concelhos da região Centro que sofreram danos florestais severos estão agora numa corrida contra o tempo para retirar árvores caídas […]
O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em visita ao concelho de Pombal, afirmou “Estamos a acelerar ao máximo para recuperar rapidamente estas áreas”, acrescentando que está também a ser preparada a constituição de novas OIGP – Operações Integradas de Gestão da Paisagem, que permitirão uma intervenção mais rápida e organizada no território.
Estão envolvidas várias entidades e ministérios “neste objetivo de acelerar ao máximo, não só para recuperar rapidamente, como para evitar novas tragédias, nomeadamente os incêndios”, adiantou.
José Manuel Fernandes colocou como fasquia limpar até ao final do ano as “zonas críticas”. “Será impossível retirar todas as árvores que caíram, se calhar durante este ano, mas nas zonas críticas queremos que tal aconteça e há muito trabalho que está a ser feito”, sublinhou aos jornalistas.
O governante garantiu que até ao início de verão têm de estar desimpedidas as florestas usadas pelos meios de combate a incêndios e destacou o “esforço brutal” do Governo para dotar de material as comunidades intermunicipais, com a entrega de 18 máquinas de rasto.
“O meu apelo é que todas as máquinas que existem sejam usadas para este objetivo”, disse o governante, referindo que apenas um desses equipamentos está atualmente em atividade.
Nos casos em que os proprietários não retirem o material lenhoso, o Governo avançou com uma alteração legislativa que permite às entidades do Estado atuar de forma que se evite os incêndios.
Relativamente às operações em curso, o governante indicou que na região Centro estão atualmente cerca de 250 operacionais no terreno, número que deverá manter-se nas próximas semanas. No pico das operações, após a tempestade de 28 de janeiro, chegaram a estar mobilizados cerca de 900 homens.
Os concelhos mais severamente atingidos, de acordo com a avaliação do ICNF, foram Pombal, Leiria, Marinha Grande e Batalha, na região de Leiria.
A Aldeia do Talasnal vista da EN 236 (6-04-2026)
E aqui também no Centro, no Distrito de Coimbra e no concelho da Lousã, temos árvores derrubadas por toda a Serra da Lousã, mais as cicatrizes do incêndio de agosto de 2025, a erosão de um inverno com muita precipitação, trazida pelas depressões, enfim, tudo junto de uma assentada...
E segundo notícia divulgada pela a Lusa, em 31-03-2026, O Secretário de Estado das Florestas disse hoje que vai ser impossível até ao verão retirar todo o material lenhoso das zonas atingidas pela depressão Kristin e que é necessário priorizar as ações de limpeza.
“É impossível em toda a região impactada pela tempestade, em particular no território rural, remover [o material lenhoso] e garantir a diminuição do risco”, disse Rui Ladeira, hoje, em Góis, no interior do distrito de Coimbra, após uma visita a trabalhos de desobstrução da rede viária florestal.
Antecipando o período difícil “que se avizinha”, o governante salientou que o foco está na mitigação dos riscos de incêndios e que tem de haver “uma priorização e uma garantia de que as zonas prioritárias vão ser intervencionadas”.
O secretário de Estado das Florestas apelou à responsabilidade dos proprietários florestais na limpeza das suas áreas, recorrendo aos incentivos do Governo, que podem ir até aos 1.500 euros, caso a parcela tenha sido atingida na sua totalidade.
Com o foco na retirada de toda a madeira tombada na rede viária florestal antes da fase crítica de incêndios, que começa a 01 julho, o objetivo da tutela é tornar o processo de remoção do material lenhoso mais rápido de forma a mitigar os riscos.
Na sua deslocação, Rui Ladeira visitou os trabalhos de desobstrução da rede viária florestal, na zona da Aigra Velha, na Serra da Lousã, numa ação entre o Instituto da Conservação e Defesa da Floresta (ICNF), a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM) e o Gabinete Técnico Florestal de Góis.
Segundo o ICNF, dos mais de 275.500 hectares da região de Coimbra foram atingidos cerca de 12.800 hectares em 16 municípios, sete dos quais considerados prioritários.
Nos municípios prioritários – Góis, Pampilhosa da Serra, Lousã, Penela, Condeixa-a-Nova e Miranda do Corvo – já foram desobstruídos 590 quilómetros de rede viária florestal, em duas fases de trabalho.
A partir da próxima semana começa uma terceira fase que prevê a desobstrução de mais 178 quilómetros, estimando-se que, no final das três fases, seja expectável atingir 914 quilómetros da rede viária florestal.
Numa sessão na Biblioteca Municipal de Góis, com o secretário de Estado das Florestas a presidir, a CIM da Região de Coimbra apresentou um projeto-piloto de sensibilização nas áreas da prevenção e gestão dos incêndios rurais.
A campanha pretende incentivar os proprietários a efetuarem a limpeza dos terrenos, evitar queimas e queimadas, adequar a utilização de maquinaria aos dias em que não existe risco de incêndio e promover boas práticas nos espaços florestais.
A intenção é atingir os jovens, docentes, turistas, idosos e comunidade em geral através de meios digitais e de ações nas escolas e de capacitação dos professores, padres e operadores turísticos.
Fontes/Links:
ΦΦΦ