• De volta à questão da água...

 


Neste espaço já temos tido a oportunidade de abordar a questão da água.

A propósito da análise da documentação mais recente do PDM da Lousã, aprovado em 2-09-2024,  voltamos a deparar-nos com este tema...

A questão da água é particularmente relevante no que respeita às condições de habitabilidade de um aglomerado rural, como a Aldeia do Vaqueirinho.


Da história do abastecimento de água à Aldeia lembramos que, em 1980, a Aldeia era abastecida de água por meio de diversas captações de minas existentes no caminho-estrada da Vergada, sendo daí conduzida até ao Reservatório de água da Aldeia do Vaqueirinho, situado junto ao Tanque dos helicópteros.

Deste Reservatório, a água era canalizada até ao Fontanário na Eira da Aldeia, que abastecia o também o Tanque de lavagem de roupas existente no mesmo local.

Assim, e durante a década de 1980-90, quem precisava de água ia ao Fontanário.

Este estado de coisas perdurou até cerca do ano 2000 e, na sequência do incêndio que nessa altura destruiu as infraestruturas até então existentes, sido construídos, pelos serviços municipais, o Tanque dos helicópteros e uma casamata junto do mesmo...

A partir dessa altura, a água passou a ser canalizada junto à via pública até à Aldeia, alimentando o referido Fontanário na Eira da Aldeia, e foi descontinuada a alimentação do Reservatório de água da Aldeia do Vaqueirinho.

Desde então, aldeia ficou privada de água para as regas e para alimentar os reservatório .

A documentação mais recente, relativa ao processo de revisão do PDM da Lousã, evidencia a forma como a água é agora captada:





A questão da água tem contudo expressão a nível nacional e, nomeadamente, na discussão sobre sobre a água pública e água privada.

RASARP, relatório da ERSAR – Entidade Reguladora para os Serviços de Águas e Resíduos, revela que nos últimos anos, a gestão concessionada está estagnada, verificando-se até algum recuo”, e que o regresso à gestão pública tem sido operado em diversos municípios do país.

Mas este movimento não é exclusivo de municípios portugueses. O relatório “The Future is Public”, publicado pelo Transnational Institute, dos Países Baixos, mostra que entre 2000 e 2019 foram identificados mais de 1400 casos de sucesso de “remunicipalização” de serviços, em 2400 cidades e 58 países em todo o mundo. 

A publicação evidencia que “os serviços públicos são mais importantes do que nunca, face à catástrofe climática, ao aumento das desigualdades e à crescente agitação política. […] A crise da COVID-19 demonstrou que os serviços públicos e as pessoas que os operam são verdadeiramente a base de sociedades saudáveis e resilientes. Com o fracasso da privatização, um crescente movimento internacional está a escolher a (re)municipalização como uma ferramenta fundamental para redefinir a propriedade pública para o século XXI.”


Data: 20-11-2025


Fontes/Links:

https://ssaigt.dgterritorio.pt/i/POrd_74122_0607_PO_PTR-INFR.jpg

https://www.aguadetodos.com/

Outros Links:

https://vaqueirinhoampv.blogspot.com/p/a-questao-das-aguas.html

https://vaqueirinho1999.blogspot.com/p/agua.html

https://vaqueirinho1999.blogspot.com/p/pdm-plano-diretor-municipal-da-lousa_29.html

https://centrotv.sapo.pt/o-povo-da-serra-que-desafia-o-sistema-e-mantem-a-sua-propria-agua/

https://www.ambientemagazine.com/opiniao-a-racionalidade-na-gestao-dos-servicos-de-agua/

https://www.tni.org/en/publication/the-future-is-public

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