Muitos dos concelhos da região Centro que sofreram danos florestais severos estão agora numa corrida contra o tempo para retirar árvores caídas […]
O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em visita ao concelho de Pombal, afirmou “Estamos a acelerar ao máximo para recuperar rapidamente estas áreas”, acrescentando que está também a ser preparada a constituição de novas OIGP – Operações Integradas de Gestão da Paisagem, que permitirão uma intervenção mais rápida e organizada no território.
Estão envolvidas várias entidades e ministérios “neste objetivo de acelerar ao máximo, não só para recuperar rapidamente, como para evitar novas tragédias, nomeadamente os incêndios”, adiantou.
José Manuel Fernandes colocou como fasquia limpar até ao final do ano as “zonas críticas”. “Será impossível retirar todas as árvores que caíram, se calhar durante este ano, mas nas zonas críticas queremos que tal aconteça e há muito trabalho que está a ser feito”, sublinhou aos jornalistas.
O governante garantiu que até ao início de verão têm de estar desimpedidas as florestas usadas pelos meios de combate a incêndios e destacou o “esforço brutal” do Governo para dotar de material as comunidades intermunicipais, com a entrega de 18 máquinas de rasto.
“O meu apelo é que todas as máquinas que existem sejam usadas para este objetivo”, disse o governante, referindo que apenas um desses equipamentos está atualmente em atividade.
Nos casos em que os proprietários não retirem o material lenhoso, o Governo avançou com uma alteração legislativa que permite às entidades do Estado atuar de forma que se evite os incêndios.
Relativamente às operações em curso, o governante indicou que na região Centro estão atualmente cerca de 250 operacionais no terreno, número que deverá manter-se nas próximas semanas. No pico das operações, após a tempestade de 28 de janeiro, chegaram a estar mobilizados cerca de 900 homens.
Os concelhos mais severamente atingidos, de acordo com a avaliação do ICNF, foram Pombal, Leiria, Marinha Grande e Batalha, na região de Leiria.
E aqui também no Centro, no Distrito de Coimbra e no concelho da Lousã, temos árvores derrubadas por toda a Serra da Lousã, mais as cicatrizes do incêndio de agosto de 2025, a erosão de um inverno com muita precipitação, trazida pelas depressões, enfim, tudo junto de uma assentada...
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